Alunos criam movimento contra pequenas corrupções

Os alunos Thomas Giordano, Amanda Sanches, Cristobal Sciutto, Gabriel Saruhashi e Pedro de Oliveira, formados em 2015, criaram o movimento “Novo jeitinho brasileiro”. O objetivo é incentivar ações de ética e desconstruir o padrão de pequenas corrupções diárias. tm1

A proposta nasceu com o apoio do Coordenador de Química, Ricardo Almeida, a partir de da vivência de Thomas no grupo de ação anti-corrupção do instituto Jatobás. “ Eu levei a ideia para o professor Almeida e ele entrou em contato com o coordenador do Jatobás. Reuni amigos e após dois meses nós tínhamos o projeto e firmamos parcerias importantes”, contou o aluno.

tm2“O instituto jatobás organizou nossos encontros e disponibilizou mentoria; a agência de publicidade, Academia da Marca, desenvolveu nossa identidade visual e produção midiática; e o instituto Não Aceito Corrupção aceitou em nos fornecer a sede para reuniões, auxílio jurídico e assessoria de imprensa”, completou o estudante. tm3

No último sábado de fevereiro, os estudantes organizaram um lançamento do “Novo jeitinho brasileiro” no Colégio para apresentá-lo a colegas e parceiros do movimento. Durante a conversa, eles puderam estreitar laços com os antigos apoiadores e mostrar a ideia para novos interessados.

Para saber mais sobre o projeto, acesse a página do “Novo jeitinho brasileiro” no Facebook e confira a reportagem que menciona o movimento, no Estadão.

Aluna é destaque no portal M de Mulher

Bruna Waitman, formada em 2006, foi considerada uma das 14 mulheres para ficar de olho em 2016 pelo portal M de Mulher. Sócia da empresa de inovação em educação MEL (Media Education Lab), juntamente com  o jornalista Alexandre Sayad, o destaque veio em decorrência do trabalho em empreendedorismo social e educação.

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“Eu fiquei muito feliz! É um super reconhecimento, uma honra dividir uma lista com mulheres que admiro tanto”, afirmou Bruna. “Me sinto privilegiada de trabalhar com algo, a educação, que faz tanto sentido pra mim e que vejo que tem um impacto importante. Estar nesta lista só reforça ainda mais esse sentimento e me motiva e continuar nesse caminho”, acrescentou.

Envolvida com projetos ao redor do Brasil que incentivem estudantes a “colocar a mão na massa” e transformarem o meio em que vivem, a aluna conta que o interesse pelo empreendedorismo surgiu ainda quando estava no Band. “ Eu experimentei um concurso de projetos que impactassem a comunidade dentro de Cidadania e o nosso foi finalista. Com isso, ganhamos uma capacitação e conseguimos implementá-lo. Vi que eu podia criar, fazer acontecer. Descobri que queria fazer projetos como esse na vida”, declarou.

Este ano, Bruna também está trabalhando no novo Laboratório de Mídias, parte da grade de Língua Portuguesa da 1.a série do Colégio. A proposta é promover vivências práticas, de comunicação tendo como princípio a autonomia e o protagonismo do estudante. Além disso, para ela, a expectativa é de que as aulas possam auxiliar os alunos a desenvolver habilidades e identificar talentos, assim como ter vivido o projeto de Cidadania a impactou quando estava no Ensino Médio.

Para conferir a reportagem no M de Mulher na íntegra, clique aqui.

Aluna realiza pesquisa sobre o Zika Vírus

Lilian Catenacci, formada em 1998, está realizando uma pesquisa sobre arboviroses, incluindo o Zika Vírus. O trabalho faz parte de seu programa de Doutorado, iniciado no Instituto Evandro Chagas, no Pará, e que agora está em continuação na University of Missouri Saint Louis (EUA) em parceria com o Saint Louis Zoo.

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Para a aluna, o interesse pela saúde pública sempre foi grande. Já em 2005, ela participou de um projeto piloto na Mata Atlântica no Sul da Bahia e colheu mosquitos e amostras de macacos e preguiças que habitavam o local para poder analisar a existência de arbovírus na região. Como na época ela não teve financiamento para fazer a pesquisa, ela armazenou o material corretamente até que pudesse ser utilizado.

Em 2013, quando ingressou no Doutorado, Lilian deu continuidade ao trabalho feito nos anos anteriores. Junto às secretarias da saúde de Una e Ilhéus, ela realizou uma ação de vigilância. A partir dos resultados obtidos com os anticorpos achados nos animais silvestres, eles coletaram amostras de sangue de seres humanos para constatar qual porcentagem da população já havia sido exposta a algum tipo de arbovirose. “ É esse o objetivo da medicina de conservação: utilizar a saúde de animais para ajudar as pessoas”, contou Lilian.

Atualmente nos Estados Unidos, ela acompanha o zoológico de Saint Louis e realiza pesquisas em laboratório na Universidade de Missouri com o objetivo de conectar as informações já obtidas com alguma forma de retorno para a comunidade. Ao final de março, ela voltará ao Brasil para testar as amostras de mosquitos para arboviroses, incluindo o Zika Vírus. Para a aluna, o mais importante da pesquisa é realizá-la antes da epidemia da doença.

Sobre a influência do Bandeirantes na sua trajetória, a estudante ressaltou a importância de ter tido a base para entrar na faculdade que queria e de aprender a ter perseverança para seguir objetivos. “O Band foi o pontapé inicial de tudo isso. Primeiro porque me abriu portas para estudar Veterinária na UNESP, que foi onde eu sempre quis estudar na graduação, depois porque o Colégio foi fundamental para me fazer acreditar nos meus sonhos”, finalizou.

Para saber mais sobre o trabalho de pesquisa de Lilian, confira a publicação sobre ela no portal da UFPI aqui e no site do St. Louis Zoo aqui.